Mostrando postagens com marcador aparição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aparição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nossa Senhora de Lourdes



A  jovem Bernadete Soubirous, filha de um pobre moleiro da aldeia de Lourdes, nos altos Pirineus sul da França,  aos quatorze anos saíra acompanhada de sua irmã e outra menina,  indo catar lenha junto às margens do rio Gave teve a suprema ventura de contemplar a Santíssima Virgem quando  passava defronte às rochas de Massabielle e ouviu de repente um barulho como se fosse a rajada de um vento forte, olhando para cima, viu na reentrância do rochedo uma senhora de grande beleza, circundada por deslumbrante resplendor.
A visão estava de pé, trajando um vestido e um véu brancos como a neve, tinha na cintura uma faixa azul, os pés estavam ornados de rosas e segurava um  rosário, cujas contas ia passando entre os dedos.
A pequena camponesa, extasiada, caiu de joelhos, tirou o terço do bolso e começou a rezá-lo. Quando acabou a última Ave-Maria, a bela Senhora desapareceu. Esta primeira aparição deu-se a 11 de fevereiro de 1858 e foi seguida por mais dezessete. Da terceira em diante era cada vez maior o número de pessoas que iam contemplar o êxtase da humilde Bernadete, que se transformava, parecendo mais um anjo do céu.
Durante as várias aparições, a mãe de Deus confiou  muitos segredos à modesta jovem e numa delas ordenou-lhe que dissesse aos sacerdotes para construírem uma capela naquele local e ali realizassem procissões. Em outra ocasião mandou a menina beber água e se lavar na fonte, mas indicava num lugar da gruta completamente seco. Bernadete curvando-se começou a arranhar o chão duro com os dedos e, de súbito, jorrou água do rochedo.
Finalmente, no dia da Anunciação a piedosa vidente pediu à Senhora que tivesse a bondade de dizer-lhe quem era. A virgem, então, unindo as mãos, respondeu-lhe lançando ao céu um olhar de inefável doçura: - "Eu sou a Imaculada Conceição". E desapareceu.
Bernadete muito sofreu por causa das aparições da Mãe Santíssima, pois foi considerada impostora, injuriada e interrogada pela polícia, que pretendeu impedir os romeiros de se aproximarem da gruta, tornando-se malvista pelas autoridades civis e até mesmo religiosas.
Afinal, as curas milagrosas obtidas com a água da fonte nascida sobre os dedos da santa menina obrigaram as autoridades a ceder, e, a 11 de janeiro de 1862 o bispo de Tarbes autorizou o culto de Nossa Senhora de Lourdes.

Comemoração  da festa em 11 de Fevereiro

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES
Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala, e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus. Amém.
Paróquia Nossa Senhora de Lourde - SP

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nossa Senhora dos Pobres


A aldeia de Banneux, na Bélgica é um local que não possui nenhuma atração turística.

Em 1933, numa modesta casa de operários onde diante da casa há uma pequena horta, vive a família Beco. Neste ano, a família compunha-se dos pais e doze filhos. Mariette Beco, era a mais velha de seus 11 irmãos, nascera a 25 de março de 1921. A família de Mariette não praticava a religião, sendo seus membros católicos apenas de nome.  Nesse ambiente, vivia a família, num clima de indiferentismo religioso, a vidente fizera a primeira comunhão e por vezes rezava, antes de dormir, algumas orações num Rosário que havia encontrado por acaso.

No dia 15 de janeiro de 1933, um domingo de inverno repleto de neve, Mariette, por volta das sete horas da noite, olha pela vidraça da janela da cozinha seu irmão que retorna após ter saído com seus companheiros, então ela viu, através da janela, uma senhora no jardim da casa.  Pensando tratar-se de um reflexo da lâmpada no vidro sobre a mesa, moveu-o do lugar onde estava, apesar disso, a visão persistia. Sentindo medo, chamou a mãe, dizendo que havia uma senhora no jardim da residência. A mãe ordenou-lhe que se calasse. Mariette insistiu: “Mamãe, parece que é a Virgem”. A mãe não acreditou, mas ficou preocupada, porque a menina não falava de coisas religiosas. Acercou-se então da janela e nada percebeu. Mariette continuou vendo a Santíssima Virgem, que lhe fez um gesto para ir até o jardim. Mas a mãe não a deixou sair e trancou a porta. Quando Mariette retornou à janela, Nossa Senhora havia desaparecido. Assim terminou a primeira aparição.

À noite, ao comentar o episódio em casa, ninguém acreditou na menina. No dia seguinte, Mariette contou o fato à sua melhor amiga, que também não acreditou, mas aconselhou-a a narrar tudo ao pároco. Este sem negar o ocorrido, aconselhou prudência. Entretanto, dias depois, o sacerdote ficou deveras surpreso com a volta de Mariette ao catecismo, após três meses de ausência. Mais ainda: Mariette, anteriormente a menos interessada nas aulas, agora respondia bem às perguntas e interessava-se muito pela religião.

O sacerdote, de modo prudente, chamou discretamente a menina e pediu-lhe para repetir o que tinha visto. Sem parecer dar importância ao acontecido, deu-lhe conselhos e mandou um relatório ao bispo.

Três dias depois, novamente às sete horas da noite, Mariette sai de sua casa e a Virgem lhe aparece pela segunda vez. Era noite e fazia muito frio: 12 graus abaixo de zero. Mariette, vendo novamente a Virgem, venceu o medo e a escuridão, saiu da casa e dirigiu-se ao jardim. Ajoelhou-se e ficou rezando aproximadamente 20 minutos em silêncio e olhando a Virgem. O pai foi atrás da filha, procurando falar com ela. Mas esta parecia não o ouvir. Então foi chamar o sacerdote do local e, como não o encontrou, deixou-lhe um recado. Voltou a casa e viu sua filha caminhando, como que seguindo Nossa Senhora, que a conduzia até uma pequena fonte. A Virgem ordenou-lhe então colocar as mãos na água. Quando a menina obedeceu, Nossa Senhora disse: “Esta fonte me está reservada. Até logo, boa noite”. E desapareceu por cima dos pinheiros.

Tendo recebido o recado, o sacerdote, Pe. Luiz Jamin, foi à casa da família Beco. Estava surpreso, pois sabia que essa família não praticava a religião. Ao chegar, Mariette já se encontrava dormindo. O pai relatou o acontecimento ao sacerdote e, ao terminar, pediu para confessar-se e comungar no dia seguinte. E de fato ele, que não comungava desde sua primeira comunhão, voltou à prática da religião.

A Virgem, nossa protetora
No dia seguinte, quinta-feira, 19 de janeiro, Mariette novamente viu a Santíssima Virgem. O pai, que nesse momento acompanhava a filha, nada percebeu. Mariette fez uma pergunta, usando uma graciosa fórmula: “Quem a senhora é, minha bela dama?”.


— “Sou a Virgem dos pobres”, respondeu a aparição.

A menina indagou por que a fonte estava reservada a Ela. A Mãe de Deus explicou que a fonte estava reservada para os enfermos de todas as nações.

Em oito posteriores aparições, Nossa Senhora afirmou que Ela era a Mãe do Salvador e pediu para se rezar muito. No local das aparições foi erigida uma capela, conforme o pedido da Virgem, sendo até hoje local de contínuas peregrinações.
  
Rezar pelas conversões
O aspecto que mais chamou a atenção nessas aparições foram as conversões que elas ocasionaram. Não foram milagres físicos, mas sim milagres espirituais. Pessoas que haviam abandonado a Religião católica voltaram a praticá-la. A família Beco voltou à prática da religião, e com isso passou a desfrutar de todos os benefícios espirituais.

Nossa Senhora apareceu e disse poucas palavras, mas sua presença despertou na vidente e em muitas almas o interesse e a alegria pelas coisas do Céu. Uma lição para nós. Se desejamos que nosso próximo volte à prática da religião, devemos apresentar-lhe as maravilhas do Céu, as belezas da prática da virtude, falar-lhe de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.

Em 1949 o bispo de Lieja, (cidade próxima 25 km) Dom Kerkhofs, reconhece oficialmente a verdade das aparições de Banneux, onde se constrói um santuário muito frequentado não somente por fiéis belgas como de outros países da Europa. Inúmeros templos surgiram depois em diferentes partes em honra da "Virgem dos Pobres". (Festa 15 de janeiro)

Nossa Senhora dos Pobres! Rogai por nós que recorremos a Vós!

Fonte: www.marypages.com
           www.fatima.com.br