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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O milagre de Madre Teresa, contado por um dos médicos especialistas

O prof. Carlo Jovine, membro do Conselho Médico nomeado pelo Vaticano, explica a incrível cura de um engenheiro brasileiro por intercessão da futura santa.

“A minha experiência profissional colocou-me várias vezes diante de eventos difíceis de explicar de uma perspectiva científica, mas o que aconteceu em 2008, com um engenheiro brasileiro, é realmente incrível…”. São as palavras do Professor. Carlo Jovine, perito oficial da Congregação para as Causas dos Santos, neurologista principal do hospital São João Batista da Ordem de Malta.
O prof. Jovine participou da Junta Médica designada pelo Vaticano para analisar, de uma perspectiva científica, a cura extraordinária de Marcilio Haddad Andrino, engenheiro mecânico nascido em Santos, perto de São Paulo, por intercessão de Madre Teresa de Calcutá. O milagre pelo qual o Papa Francisco autorizou a Congregação a promulgar o decreto dando o sinal verde para a canonização.

Em dezembro de 2008, aos 35 anos, o engenheiro Andrino foi hospitalizado com urgência. Tinha ficado doente de repente e apresentava graves distúrbios neurológicos. Os testes especializados tinham mostrado a presença de oito abcessos cerebrais, oito seja, outo pontos com infecção na área do cérebro.
Diz o Prof. Jovine que o abcesso cerebral é uma área purulenta na génese bacteriana ou viral, que determina a destruição dos tecidos e a produção de pus no interior do cérebro. Após a internação de emergência, a ressonância confirmou a gravidade da patologia. O paciente entrou em coma e, depois de alguns dias, apareceu também uma hidrocefalia obstrutiva, ou seja, uma obstrução do líquido do cérebro, que determinou um quadro de hipertensão intracraniana.
A situação era tão grave que o cirurgião, prof. Cabral, na presença de um quadro clínico de deterioração progressiva, com o risco de morte iminente, decidiu submeter o homem a uma cirurgia de emergência. Mas foi neste momento que aconteceu uma série de eventos inexplicáveis.
O paciente, levado à sala de cirurgia em condições de coma, de repente abriu os olhos e, para o espanto dos presentes, perguntou por que estava lá. O prof. Cabral, recuperado do choque e constatando a plena consciência do paciente, decidiu não fazer a cirurgia e esperar para realizar imediatamente uma tomografia computadorizada imediato do cérebro para entender o que estava acontecendo. O exame revelou uma mudança radical do quadro patológico pré-existente, com o desaparecimento da hidrocefalia e a redução de 70% dos abscessos cerebrais.
Dentro de alguns dias, as condições de Andrino melhoraram a tal ponto que o prof. Cabral, constantando as perfeitas condições clínicas e neurológicas, decidiu dar alta para o paciente certificando a ausência de qualquer sinal das alterações anteriores. Não havia nenhum sinal nem dos abcessos cerebrais nem da hidrocefalia. Mas a coisa mais surpreendente era que o paciente não apresentava nenhuma sequela da grave doença que o atingiu. No prazo de alguns dias – do 13 de dezembro, data da prevista cirurgia programa, ao 23 de dezembro, data que recebeu alta do hospital – o engenheiro tinha ficado curado de maneira definitiva e total.

Marcilio Haddad Andrino atualmente dirige, trabalha, tem dois filhos, é totalmente autônomo e, especialmente, não apresenta nenhuma sequela negativa. Uma cura que, em relação à gravidade, o processo e as graves consequências associadas, difere de uma forma inexplicável do desenvolvimento normal da doença, bem como do conhecimento da ciência médica.

Deve-se enfatizar que, mesmo no caso hipotético de uma eventual recuperação, essa deveria ter passado por uma cirurgia (que não aconteceu), teria um curso lento e, em qualquer caso, teria dado alguns resultados. Mas, pelo contrário, a cura ocorreu espontaneamente, sem qualquer intervenção médica.
“Não há precedente – explica Jovine. De um só abscesso cerebral é possível curar-se, mas com oito abscessos cerebrais e uma hidrocefalia aguda, a percentagem de morte é praticamente de 100%. A partir desta cadeia de eventos e dos exames clínicos, especialistas e peritos, concluímos necessariamente que estamos lidando com um evento cientificamente inexplicável, acontecido de modo resolutivo, imediato, duradouro e total. E isso, para a Igreja, equivale a um milagre”.
Um milagre que, pela forma com que se manifestou, leva à intercessão de Madre Teresa, a célebre freira albanesa, fundadora das Missionárias da Caridade, protetora dos “últimos”, que viveu e morreu em odor de santidade, confirmando, com a sua vida exemplar, a “vox Populi” que, já em vida, a proclamava santa.

Mas qual é a ligação entre Madre Teresa e a cura inexplicável de Marcilio Haddad Andrino? 

A esposa do engenheiro brasileiro, Fernanda, enquanto as condições de seu marido estavam em deterioração dramática, foi ao padre Elmiran Ferreira, pároco da igreja de Nossa Senhora de Aparecida, São Vicente. O pároco estava para celebrar uma Missa de comemoração com as Missionárias da Caridade. O sacerdote ouviu o acontecido e procurou consolar Fernanda; entregou-lhe um folheto de novenas e lhe disse para continuar a rezar pedindo a intercessão da Beata.
A situação estava precipitando. Assim, na tarde da primeira cirurgia, Pe. Ferreira foi ao hospital junto com a mulher. Juntos recitaram as orações e administrou a Marcílio o sacramento da extrema unção. Depois disso, junto com Fernanda, colocou ao lado da cabeça do homem um santinho e uma relíquia de Madre Teresa. Em pouco tempo manifestou-se a cura extraordinária.
O Prof. Jovine salientou que, embora ele já seja um crente, quando executa tarefas periciais deste tipo e responsabilidade, tende deliberadamente a afastar qualquer sugestão para se concentrar exclusivamente sobre a objetividade científica do caso examinado. Por isso, foi em 2011, quando analisou a cura de Irmã Normand que foi a causa da beatificação de Karol Wojtyla, e assim foi hoje para a cura do engenheiro. Andrino, da qual surgirá a canonização da Madre Teresa.

E a conclusão é que a objetividade da análise, com base em provas médicas e documentos, confirma que a cura do engenheiro Andrino é absolutamente inexplicável do ponto de vista científico. Estamos, portanto, na presença de um evento incrível que tem proporcionado mais uma prova da santidade de Madre Teresa.


fonte: http://pt.zenit.org/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Madre Teresa e o relato dos profissionais que participaram no processo para sua canonização

A Tribuna entrevistou os profissionais que participaram do processo de canonização de Madre Teresa.

Dos três médicos peritos que participaram do processo de canonização, dois moram em Santos. Um deles é Monica Mazzurana, de 39 anos, especialista em cirurgia bariátrica. O outro profissional é o neurologista Marcus Vinicius Serra, de 39, nascido em Santos, que mantêm uma clínica na Cidade, coordena a Casa de Saúde e o Hospital Frei Galvão e trabalha nos hospitais Sirio Libanês e Santa Paula, em São Paulo.

“Caso não teria solução cirúrgica”
A cirurgiã bariátrica não podia imaginar que, depois daquela surpresa, estaria hoje entre os três médicos brasileiros atuantes no processo de canonização.
“Tudo começou quando recebi uma ligação perguntando se eu tinha disponibilidade de trabalhar por três, quatro dias inteiros, para o Vaticano”, diz Monica Mazzurana Benetti, de 39 anos. A cirurgiã bariátrica dos hospitais Guilherme Álvaro e Beneficência Portuguesa não podia imaginar que, depois daquela surpresa, estaria hoje entre os três médicos brasileiros atuantes no processo de canonização de Madre Teresa de Calcutá. 
Nascida em Gramado (RS), mas em Santos há 15 anos, ela teve menos de uma semana para se esquecer de fé, devoção e religião para se voltar somente à análise científica dos fatos.
“Minha função como perita era avaliar o exame físico atual, ver se tinha alguma sequela e só encontrei nele uma leve alteração na marcha ao caminhar na ponta dos pés e um desvio de olhar. No mais, ele está absolutamente normal. Teve dois filhos depois disso e vive normalmente”, conta ela.
Antes disso, ela revisou todo o prontuário do paciente e teve acesso a todas as tomografias. Era entre 18 e 23 de junho, numa sala da casa do bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa, na Ponta da Praia – palco de todo o processo que teve 14 testemunhas ouvidas e sabatinadas, primeiro separadamente e, depois, juntas. 
“Sozinha no quarto, quando peguei as tomografias com as evidências que num dia tinha hidrocefalia e no outro, nada, naquela hora me ajoelhei e entendi que o milagre estava acontecendo. Realmente, é inacreditável. Não teria como ser resolvido se não fosse cirurgicamente”, chora. 
Segundo a médica, um religioso oriundo de Roma e que participou do processo chamou muito a atenção de todos, para lembrar que os médicos estavam ali como cientistas, e não, como católicos. “Na verdade, não fomos nós que decidimos que era ou não milagre. Simplesmente respondíamos à pergunta: ‘Há como comprovar a melhora cientificamente?’. E minha resposta foi não”. 
“Todo mundo envolvido tem um motivo para estar ali. Não sei o meu, mas não tenho dúvida disso. Acho que fomos instrumentos de Deus para mostrar o exemplo de Madre Teresa e tentar transformar este mundo tão materialista num lugar mais humano”, diz. 

"Nunca fui tão sabatinado "
Foram quatro dias de estudo, análise de exames e perguntas a testemunhas para a pior sabatina da vida do neurologista santista Marcus Vinicius Serra, de 39 anos, que coordena a área nos hospitais santistas Casa de Saúde e Frei Galvão. 
Ele teria de decidir se o caso de cura em 24 horas de um quadro gravíssimo era explicável cientificamente. O peso da resposta contribuiria ou não para que um milagre fosse atribuído a Madre Teresa. 
Pai de dois filhos, o médico não pôde contar à família o que estava acontecendo. Recebeu o convite para participar, chorou, e ninguém entendeu. 
Após juramentos inclusive com as mãos sobre a Bíblia, ninguém poderia saber que o processo estaria ocorrendo até que o Papa o autorizasse. 
Por ser casado e com a mulher grávida na época da convocação, Serra era o único que podia voltar para casa à noite. “Eu só dizia a ela que estava em um retiro, trabalhando. Precisei esconder (o que fazia) e disse que um dia ela iria se orgulhar”, conta o médico.
Seu único medo era o de que imprensa e outras pessoas achassem que ele poderia usar o caso para se promover. “Se eu pudesse, não iria falar. E confesso que fiquei com medo de a Igreja pedir para eu dizer que foi mesmo um milagre. Mas quatro dias depois (do convite à participação), chegou uma comitiva do Vaticano com dois monsenhores. Nunca fui tão sabatinado na minha vida. E isso me deixou feliz. Senti que eles queriam que fosse sério”. 
Após negar que a melhora pudesse se explicar cientificamente, o neurologista soube que outros profissionais do ramo no Rio de Janeiro, nos Estados Unidos e na Itália também avaliariam os exames. 
“Fiz um relatório final e coloquei o que consegui explicar. Entreguei a via num pen drive e, como pedido, a deletei do meu computador. No total, toda a documentação ficou com 400 páginas: uma foi para o Vaticano, outra está em Santos e uma fica lacrada, não sei onde”.
Para ele, o melhor jeito de resumir o que sente é acreditar que todos têm uma missão. “Uma dessas missões minhas, descobri, é levar o nome de Madre Teresa ao mundo. Estou anestesiado. Não sei o que dizer”, resume o médico, emocionado.


fonte:atribuna.com.br

domingo, 17 de janeiro de 2016

Vaticano vai canonizar Madre Teresa de Calcutá



O Papa Francisco assinou dia 17/12/2015, no Vaticano, o decreto que autoriza a canonização de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), após reconhecer um milagre ocorrido em Santos, o segundo da futura santa.
"O Santo Padre autorizou a Congregação das Causas dos Santos a proclamar o decreto sobre o milagre atribuído à intercessão da beata madre Teresa", afirmou o Vaticano em um comunicado.
De acordo com o jornal Avvenire, a canonização da beata Teresa de Calcutá será pública em fevereiro, durante o Consistório ordinário, e ela será feita santa em 4 de setembro de 2016.
A sua canonização acontece depois de a Igreja Católica aprovar por unanimidade a “cura extraordinária” de um homem em 2008, em Santos. Ele estava em fase terminal por graves problemas cerebrais.
O primeiro milagre de Madre Teresa de Calcutá que levou a sua beatificação foi reconhecido em 2002, quando o papa João Paulo II julgou que a cura de uma mulher indiana, que sofria de um tumor estomacal, foi resultado da intervenção sobrenatural de Madre Teresa um ano depois de sua morte.
A mulher relatou que as dores que sentia desapareceram depois que ela fez oração com uma foto de Madre Teresa.

O caso
O segundo milagre de Madre Teresa de Calcutá ocorreu em 2008, quando um engenheiro de 35 anos,(Marcilio Haddad Andrino) que havia casado recentemente, deu entrada em um hospital de Santos com fortes dores na cabeça. Ele foi diagnosticado com hidrocefalia (acúmulo excessivo de líquido dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral) e tinha oito abscessos (acúmulo de pus) espalhados pelo cérebro que entupiram uma glândula controladora dos fluídos que circulam entre a coluna e o cérebro.
“Quando não há a movimentação desses líquidos, há pressão na caixa craniana, que não se expande e faz o paciente entrar em coma". Foi isso o que ocorreu com Marcílio. Segundo especialistas, a partir de dois abscessos na cabeça, a chance de morte é de 90%.
Desde o diagnóstico, ele começou a tomar remédios, mas o quadro só piorava. Vinte dias depois, entrou em coma.
O único jeito de salvar o paciente era uma cirurgia de drenagem, que precisou ser adiada porque um dos equipamentos de anestesia precisava ser agendado para uso.


Milagre
Na data da cirurgia, outro médico que atua em Santos, João Luis Cabral Junior, de 44 anos, neurologista, operaria o paciente. Enquanto ele foi buscar um cateter para iniciar o procedimento, o paciente acordou.
Segundo o padre Caetano Rizzi, vigário judicial do Tribunal Eclesiástico Diocesano de Santos, o milagre aconteceu depois que a família do engenheiro recebeu a medalha e a oração de Madre Teresa das mãos do pároco da Igreja Nossa Senhora Aparecida, de São Vicente, padre Elmiran Ferreira. “A esposa veio me procurar no dia que ele entrou na UTI, eu dei a ela uma imagem da Madre Teresa de Calcutá e disse para que rezasse todos os dias com devoção e confiança pedindo a intercessão a Deus”, contou o padre em entrevista em julho para A Tribuna.
No dia seguinte, o homem não sentia mais nenhuma dor e, realizados os exames novamente, não apresentava mais nenhum tipo de acúmulo no cérebro. Um Exame colegial da Ordem dos Médicos feito posteriormente diz que a resolução da doença é cientificamente inexplicável. A votação foi unânime, com sete votos de sete.
O caso demorou para vir à tona porque só depois que o engenheiro se mudou para o Rio de Janeiro, se consultou com outro profissional, ligado à comunidade católica Canção Nova. Ele tinha sido convocado para ser o médico da vinda do Papa Francisco à Jornada Mundial da Juventude e aproveitou a proximidade para contar ao pontífice que poderia ter ocorrido um milagre em Santos. Ali se iniciou a investigação.

Análise
Catorze testemunhas foram ouvidas por membros do Tribunal Diocesano para a Causa de Canonização de Madre Teresa, que veio a Santos em junho/2015 para recolher documentações e provas do possível milagre e levar ao Vaticano.

Na próxima postagem relato dos médicos que participaram do processo de canonização de Madre Teresa.


fonte:atribuna.com.br