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sábado, 1 de março de 2014

A sabedoria do silenciar


Até os insensatos quando se calam passam por sábios, o filósofo grego Sócrates, dizia que a eloquência é, muitas vezes, uma maneira de exaltar falsamente o que é pequeno e de diminuir o que é, de fato, grande. A palavra pode ser mal-usada, mascarada e empregada para a dissimulação. É por isso que os sábios sempre ensinaram que só devemos falar alguma coisa “quando as nossas palavras forem mais valiosas que o nosso silêncio”. A razão é simples: nossas palavras têm poder para construir ou para destruir. Elas podem gerar a paz, a concórdia, o conforto, o consolo, mas podem também gerar ódio, ressentimento, angústia, tristeza e muito mais. “Mesmo o estulto, quando se cala, passa por sábio, por inteligente, aquele que fecha os lábios” (Pr 17,28).

O silêncio é valioso, sobretudo quando estamos em uma situação difícil, quando é preciso mais ouvir do que falar, mais pensar do que agir, mais meditar do que correr. Tanto a palavra quanto o silêncio revelam o nosso ser, a nossa alma, aquilo que vai dentro de nós. Jesus disse que “a boca fala daquilo que está cheio o coração” (Lc 6,45). Basta conversar por alguns minutos com uma pessoa que podemos conhecer o seu interior revelado em suas palavras; daí a importância de saber ouvir o outro com paciência para poder conhecer de verdade a sua alma. Sem isso, corremos o risco de rotular rapidamente a pessoa com adjetivos negativos.

Sabemos que as palavras são mais poderosas que os canhões; elas provocam revoluções, conversões e muitas outras mudanças. A Bíblia, muitas vezes, chama a nossa atenção para a força das nossas palavras. “Quem é atento à palavra encontra a felicidade” (Eclo 16,20). “O coração do sábio faz sua boca sensata, e seus lábios ricos em experiência” (Eclo 16, 23). “O homem pervertido semeia discórdias, e o difamador divide os amigos” (Eclo 16,28). “A alegria de um homem está na resposta de sua boca, que bom é uma resposta oportuna!” (Pr 15,23).

Quanta discórdia existe nas famílias e nas comunidades por causa da fofoca, das calúnias, injúrias, maledicências! É preciso aprender que quando errarmos por nossas palavras, quando elas ferirem injustamente o irmão, teremos de ter a coragem sagrada de ir até ele pedir perdão. Jesus ensina que seremos julgados por nossas palavras: “Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado” (Mt 12, 36).

Nossas palavras devem sempre ser “boas”, isto é, sempre gerar o bem-estar, a edificação da alma, o consolo do coração; a correção necessária com caridade. Se não for assim, é melhor se calar. São Paulo tem um ensinamento preciso sobre quando e como usar a preciosidade desse dom que Deus nos deu que é a palavra: “Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem” (Ef 4, 29).

Erramos muito com nossas palavras porque somos orgulhosos, queremos logo “ter a palavra” na frente dos outros; mal entendemos o problema ou o assunto e já queremos dar “a nossa opinião”, que muitas vezes é vazia, insensata, porque imatura, irrefletida. Outras vezes, erramos porque as pronunciamos com o “sangue quente”; quando a alma está agitada. Nesta hora, a grandeza de alma está em se calar, em conter a fúria, em dominar o ego ferido e buscar a fortaleza no silêncio.

Fale com sinceridade, reaja com bom senso e sem exaltação e sem raiva e expresse sua opinião com cautela, depois que entender bem o que está em discussão. Muitas vezes, nos debates, estamos cansados de ver tanta gente falando e poucos dispostos a ouvir. Os grandes homens são aqueles que abrem a boca quando os outros já não têm mais o que dizer. Mas, para isso, é preciso muito exercício de vontade; é preciso da graça de Deus porque a nossa natureza sozinha não se contém.

Deus nos fala no silêncio, quando a agitação da alma cessou; quando a brisa suave substitui a tempestade; quando a Sua palavra cala fundo na nossa alma; porque ela é “eficaz e capaz de discernir os pensamentos de nosso coração” (Hb 4,12).

Professor Felipe Aquino

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Convivendo com sabedoria


Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.


autor desconhecido

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Entre você e Deus


Muitas vezes, as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as, assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e inimigos verdadeiros.
Vença, assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco, assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz, assim mesmo.
O bem que você faz hoje, pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem, assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você, assim mesmo.
Veja você que, no final das contas, É ENTRE VOCÊ E DEUS.

Beata Tereza de Calcutá

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O BOM TESOURO DO CORAÇÃO

Ana e Teresa estudavam juntas e eram amigas de verdade, confidentes e sinceras. Um dia Ana foi colocada numa situação muito complicada. Ela foi acusada pela professora de estar colando.
Teresa defendeu Ana na frente de todos os colegas, dizendo ser mentira, e mesmo com o perigo de ser suspensa, defendeu sua amiga na presença do diretor. Depois de sofrerem uma advertência, elas sobreviveram ao conflito, pois de fato, Ana não tinha colado na prova. Ao saírem da escola, Ana levou Teresa a um lugar especial para ela e numa árvore enorme escreveu: “Hoje, minha amiga Teresa, contra tudo e todos me defendeu e me salvou de uma situação muito embaraçosa”. E disse para Teresa: “Está registrado aqui para que eu nunca esqueça”. 
Um mês depois, Tereza brigou e humilhou Ana na frente de todas as amigas por um motivo muito bobo, fazendo-a chorar muito.
Ela se abaixou e, com um pedaço de pau, começou a escrever na terra: “Hoje minha querida amiga Teresa me humilhou em público, me deixando muito triste”.
Teresa percebeu o que Ana estava escrevendo e imediatamente perguntou: por que na vez anterior você tinha escrito na árvore e agora está escrevendo na terra?
Ana respondeu: “Teresa, aquilo que você fez no mês passado eu não quero esquecer nunca, o que hoje você me fez eu quero que desapareça da minha memória o mais rápido possível”. Emocionada, Teresa abraça sua amiga e pede desculpas.
Será que guardamos as coisas boas, e esquecemos as ruins?

       Fonte: Parábolas que transformam vidas  - Pe. Marcelo Rossi

É possível tornar a vida simples e bela: somos todos iguais, erramos e acertamos muito mais. Não queremos algo que não podemos oferecer! uma amizade perfeita, não somos Deus, somos humanos. Mas que tal oferecer uma amizade fiel, onde podemos errar sim, mas Jesus nos ensina a pedir perdão e perdoar. O mundo nos apresenta diversas situações e para conservar amigos só mesmo guardando os momentos bons e descartando os que não foram tão bons bons. (20 de julho - dia do amigo)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Silenciar para encontrar...


Observamos que em algumas igrejas nós entramos e sentimos um clima agradável de silêncio profundo, que automaticamente nos convida a oração e em outras igrejas encontramos muito barulho, conversas provavelmente desnecessárias. Depende de nós que servimos em alguma pastoral, colaborarmos para que a Igreja continue sendo um lugar agradável e de silêncio, onde sentimos a presença de Deus.
Muitas pessoas devido ao barulho e agitação não conseguindo ficar a sós nem com os pensamentos vão à igreja e neste clima de silêncio é que conseguem sentir a presença de Deus, outras vão à Igreja em busca de refúgio, colo, e só no silêncio encontram resposta para seus questionamentos.     
       Neste texto colocamos alguns pontos importantes que temos observado.  A igreja é a casa de Deus, lugar de oração, de silêncio e por isso devemos ter o maior respeito para com ela.
“A Santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que sob as espécies do pão e do vinho, se oferece por mãos do sacerdote a Deus sobre o altar, memória e renovação do Sacrifício da Cruz "(Catecismo de São Pio X).
Quando formos à Santa Missa no Domingo (ou em outro dia da semana), devemos chegar um pouco antes do horário, para nos colocar em clima de oração, ao entrarmos vamos primeiro falar com o dono da casa, “Deus”, lá no altar está o sacrário, ou em uma Capela dentro da própria igreja, a luzinha acesa indica que Jesus esta presente ali. Depois podemos rezar para o santo de nossa devoção. Ao iniciar nossas orações é importante agradecer a Deus pelo dom da vida, pelo Seu amor, enfim o mais importante na oração não é o que dizemos, mas o que Deus tem a nos falar, Por isso a importância de estar em silêncio para ouvir o que Ele tem para nos dizer. Procuremos um lugar para sentar e se não houver que fiquemos de pé, em silêncio, ouvindo e acompanhando a liturgia do dia, quem for à Santa Missa deve ter o máximo de respeito com o Senhor.
 Nas missas campais, apesar do barulho que vem da rua, precisamos nos concentrar e evitar a dispersão, tentar não conversar. Quando chegar a hora da paz, devemos cumprimentar somente quem estiver próximo, ficar saindo do lugar, incomoda, tira a atenção de momentos importantes e únicos. (nossos amigos também são importantes, mas ao terminar à missa os encontraremos lá fora e colocaremos os assuntos em dia) cabe a nós darmos testemunho de cristão católico batizado. Jesus agradece! Fazemos algumas recomendações as nossas crianças e jovens, que servem também para nós: pais, mães, catequistas...

  • Vista-se adequadamente, mesmo que esteja muito calor, é tão pouco o tempo que             dedicamos a Deus durante a Santa Missa.
  • Não fique mascando chicletes durante a missa.
  • Procure não conversar dentro da igreja, não dispersar-se.
  • Desligue o celular.
  • Preste atenção às leituras, aos cantos.
  • Acompanhe, observe todo o sentido, as palavras do padre, sua homília e as orações.
  • Siga o ritual da Santa missa: momento de sentar, levantar, ajoelhar.
  • Responda as orações, acompanhe os cantos
  • No momento da comunhão se estiver preparado (já fez a 1ª Eucaristia, confessou-se recentemente) vá receber Jesus, desejando que Ele entre e permaneça na sua vida, com todo amor e todo respeito.
  • Depois de receber a 1ª Eucaristia, deixamos claro aos catequizados que eles podem na medida do tempo ir à missa todos os dias para receber Jesus.  Quanto mais missas assistirem mais conhecimento terá da Igreja e ficarão íntimos de Jesus, sabemos que só podemos amar alguém quando o conhecemos verdadeiramente.