terça-feira, 24 de novembro de 2015

Batatas



O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula.

Durante a aula ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa.


Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas.

Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo.

O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava- lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquece-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter, a dor, a bronca e a negatividade.

Principalmente quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem- se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.

Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.

Jogue fora tuas "batatas".


 Editora ComDeus: Autor desconhecido

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Rei do universo

Religiosas
O Ano Litúrgico da Igreja termina com a Solenidade de Cristo Rei do Universo.


Cristo Rei foi uma das últimas celebrações instituída pelo Papa Pio XI, na época em que o mundo passava pelo pós-guerra de 1917, marcado pelo fascismo na Itália, pelo nazismo na Alemanha, pelo comunismo na Rússia, pelo marxismo-ateu, pela crise econômica, pelos governos ditatoriais que solapavam toda a Europa, pela perseguição religiosa, pelo liberalismo e outros que levavam o mundo e o povo a afastar-se de Deus, da religião e da fé, culminando com a 2ª Guerra Mundial.

O Papa Pio XI instituiu essa festa para que todas as coisas culminassem na plenitude em Cristo Senhor, simbolizado no que diz o Apocalipse: ”Eu sou o Alfa e o Ômega, Principio e Fim de todas as coisas.” (Ap1, 8) Ressalta a restauração e a reparação universal realizada em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história. Nessa festa, celebra-se também nossa participação no Reino de Deus, sob a condição de aderirmos à verdade trazida por Jesus, pela qual somos caminheiros que se dirigem à Casa do Pai, para participarmos da mesa do Reino e de assumirmos o compromisso do Evangelho.

A celebração, fechando o Ano Litúrgico, traz para nós cristãos a reflexão em torno da vida de Jesus que significa para nós a salvação, onde impera no mundo o pecado.

Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei, e Ele responde que seu reino não é deste mundo de injustiça, ódio, morte e dor. Ele é rei do reino de seu Pai que, como pastor, guia a sua Igreja neste mundo para o reino celeste. Por isso, fazer parte desse Reino é fazer comunhão com Ele, transformar o mundo em que vivemos.

Jesus Cristo é rei e pastor que nos leva ao Reino de Deus, que nos tira das trevas do erro e do pecado, que nos guia para a plena comunhão com o Pai pelo amor. Junto com a solenidade de Cristo Rei, celebra-se o Dia do Leigo e da Leiga, que possuem uma vocação especial, muitas vezes esquecida. Ser leigo e leiga no mundo de hoje é um desafio. Os cristãos leigos ocupam diversos serviços na vida da Igreja e assumem uma vocação particular de constituir família e ser testemunho no meio dos outros, como pedras vivas da Igreja, trabalhadores do Reino Cristo-Rei.

fonte: catequisar.com







domingo, 15 de novembro de 2015

O que é Ano Litúrgico




O Ano Litúrgico é o “Calendário religioso”. Contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia trinta e um de dezembro. O Ano Litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal. Tem como base as fases da lua. Compõe-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. São como dois pólos em torno dos quais gira todo o Ano Litúrgico.
O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento. A seqüência dos diversos “tempos” do Ano Litúrgico é a seguinte:


CICLO DO NATAL

ADVENTO

Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.

Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa

NATAL

Natal: 25 de dezembro. É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.

Início: 25 de dezembro 
Término: Na festa do Batismo de Jesus 
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem 
Cor: Branca 

TEMPO COMUM

1ª PARTE

1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.

Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus 
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas 
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra 
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus 
Cor: Verde 


CICLO DA PÁSCOA 

QUARESMA 

Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa. 

Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.

Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa

PÁSCOA

Páscoa: Começa com a Ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Na sexta-feira celebra-se a Paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra.

No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes. (Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.) 

Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
Término:  Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca
TEMPO COMUM

2ª PARTE

2ª parte: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.

Início: Segunda-feira após o Pentecostes 
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento 
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus 
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino
Cor: Verde 


Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.

"O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132)
fonte: http://www.catequisar.com.br/

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Quando montar o Presépio



O presépio é talvez a mais antiga forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o conhecemos hoje. A montagem do presépio é tradicional em tempos de Natal, Devemos começar a montá-la no Primeiro Domingo do Tempo do Advento. Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, colocar os animais e os pastores, mas Maria, José e o menino Jesus devem fazer parte do presépio apenas mais próximo do Natal”.

O presépio deve lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas por Maria e José no nascimento de Jesus por isso a orientação para quem pretende seguir a tradição católica é não sofisticar os presépios com luzes e enfeites.

O dia de montar a Árvore de Natal

No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma só religião.

Muito antes de existir o Natal, os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte. 
Foi usado pela primeira vez pela rainha da Inglaterra Elizabete e por ocasião do dia 25 de Dezembro, quando oferecia uma grande festa e recebia muitos presentes . 
Não podendo recebê-los todos pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim.
Origina-se daí, igualmente, o costume depositar os presentes em baixo da árvore. 
Árvore verde também traz a esperança , a alegria e a vida nova . 
O verde constante do pinheiro simboliza a vida permanente e plena que existe em Jesus Cristo. 
O Pinheiro é a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde. 

A exemplo do Presépio, a Árvore de Natal também deve ser montada no Primeiro Domingo do Advento e tradicionalmente é mais sofisticada com muitos enfeites e luzes.
É importante envolver toda a família na montagem da árvore de Natal e Presépio para que juntos percebam o verdadeiro sentido do Natal.
fonte: Catequese Católica

terça-feira, 2 de junho de 2015

Festa de “Corpus Christi”

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.
A Eucaristia realmente é o maior tesouro da Igreja, a preciosa herança que o Senhor Jesus lhe deixou. E, assim, a Igreja conserva a Eucaristia com o máximo empenho e cuidado, celebrando-a diariamente na Santa Missa, bem como adorando-a nas igrejas e nas capelas. A Eucaristia é o Senhor que se doa “pela vida do mundo” (Jo 6,51). Ontem, hoje e sempre, em todos os tempos e lugares Jesus quer encontrar o homem e levar-lhe a vida de Deus. Por isso, a transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo constituiu o princípio da divinização da mesma criação. Nasce deste modo, o gesto sugestivo e oportuno de levar Jesus em procissão pelas ruas e estradas de nossas cidades e comunidades.A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje esse povo somos nós que nos alimentamos com o próprio Corpo de Cristo. Levando a Santíssima Eucaristia pelas vias públicas, queremos imergir o Pão que desceu do céu na vida quotidiana da nossa vida; queremos que Jesus caminhe onde nós caminhamos, que viva onde nós vivemos. Na intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em corpo, sangue, alma e divindade nas sagradas espécies de pão e vinho, seremos testemunhas vivas de seu amor, de sua misericórdia, a partir do momento em que vivermos por ele e com ele, sendo luz do mundo e sal da terra. A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira ( em alusão a Última Ceia) após o domingo depois de Pentecostes.
Celebrando Corpus Christi, queremos renovar nosso autêntico compromisso de batizados.

fonte Canção Nova

sábado, 23 de maio de 2015

Derramamento do Espírito Santo

Quem é o Espírito Santo?
É a 3ª pessoa da Santíssima Trindade, aquele que nos santifica.
A 1ª pessoa é Deus Pai que nos criou,
A 2ª pessoa é Deus Filho que nos remiu.
Nós recebemos o Espírito Santo no dia do nosso Batismo e no Sacramento do Crisma.
Nós cristãos católicos invocamos a Santíssima Trindade várias vezes durante o dia: ao levantarmos pela manhã, às refeições, ao deitar a noite, ao iniciar orações, ao nos prepararmos para enfrentar situações difíceis, como agradecimento, para iniciar  e ao terminar a Santa missa, celebrações, encontros religiosos, etc.
"Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio".  (Jo15, 26-27)
O Prometido por Jesus: "[...] ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai, a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).
Pentecostes
Tendo Jesus voltado para o Pai do Céu, (Ascensão) os Apóstolos disseram: “Os homens maus que pregaram Jesus na cruz, são capazes de nos matar também. Vamos esconder-nos no Cenáculo com a Mãe de Jesus”. Entraram numa grande sala, trancando as portas e as janelas. Lá ficaram em oração.
Cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém, Foi o primeiro Pentecostes depois da Morte de Jesus, a sala onde os Apóstolos estavam rezando, encheu-se de uma luz muito brilhante em forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (. At 2,1-4).
Podemos dizer também que pentecostes é a festa do derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja.
Com a vinda do Espírito Santo, os Apóstolos perderam o medo. Abriram as portas e se meteram no meio do povo, ensinando a doutrina de Jesus.
Os Apóstolos, mesmo perseguidos, espancados, no exílio e nas prisões, continuaram falando de Jesus a todos os homens. E esta coragem os animou até a morte. Praticamente todos os Apóstolos derramaram o seu sangue, para não negar sua fé em Jesus Cristo. Dizemos com muita razão que:
A vinda do Espírito Santo marcou o começo da Igreja, isto, porque o mesmo Espírito que animou os Apóstolos despertou outras pessoas que levariam adiante a mensagem de Jesus.

Os Sete dons do Espírito Santo
Estes dons são graças de Deus e só com nosso esforço não podemos fazer com que cresçam e se desenvolvam, necessitam de uma ação direta do Espírito Santo para podermos atuar dentro da virtude e perfeição cristã.
Sabedoria: o Espírito Santo nos concede este dom para que possamos entender e utilizar os critérios de Deus para agir, falar, escolher caminho.
Entendimento: (inteligência) Não é apenas um dom humano de entender as coisas, é muito mais do que isso; é o dom de poder sentir a presença de Deus em todos nós, capacita a entender e julgar pelo amor, pelo coração.
Conselho:  Este dom nos liga a Deus e, ao mesmo tempo, nos liga às outras pessoas, ajudando uns aos outros para trilhar no caminho de Deus. Capacita o homem a ensinar a doutrina de Jesus por meio de atitudes e conselhos cristãos.
Fortaleza:  O dom da fortaleza nos permite ser fortes diante daquelas situações difíceis e de tudo aquilo que nos enfraquece a  fé, fortalece o homem para resistir ao mal e o encoraja a testemunhar Cristo e sua mensagem.
Ciência: O dom da ciência nos leva a um conhecimento mais aprofundado de Deus. O conhecimento das coisas de Deus não está apenas no nível intelectual, mas está no nível da vivência. Capacita o homem entre o bem e o mal a verdade de Deus e a do mundo.
Piedade: dom que está relacionado com a misericórdia nos leva a adorar filialmente a Deus por meio de atos de amor e louvor.
Temor de Deus: É o dom que nos leva à adoração de Deus por este dom o homem tem medo de ofender a Deus e com isso romper sua comunhão com Ele.(diferente de medo de Deus)
Quando recebemos os dons do Espírito Santo?
No Batismo, nos tornamos filhos de Deus. Recebemos a graça santificante das virtudes sobrenaturais, inclusive com os dons do Espírito Santo. Mas no Crisma, recebemos de um modo especial o Divino Espírito Santo, para as lutas interiores e exteriores, pelas quais guardaremos intacta nossa fé. É, então, no Crisma que recebemos os dons do Espírito Santo de um modo muito especial.

Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar, porque de Deus é que os recebemos. Se o mundo nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos, a Deus doador de todos os dons é que pertence esta glória.

É este o grande segredo dos Santos. Vemos sua vida sofrida e nos assustamos. Mas é que nos esquecemos do doce hóspede da alma que consola e acalma. É o Espírito Santo quem torna o fardo leve e o jugo suave.

fonte: catequisar.com/padrepauloricardo.org/cancaonova.com

quinta-feira, 14 de maio de 2015

“Sem mim nada podeis fazer”

Não faça nada sem “carregar” Jesus. Não comece o dia sem Jesus! Veja:

“Um jumentinho voltando para sua casa todo contente, falou para sua mãe:
- Fui a uma cidade e quando lá cheguei fui aplaudido, a multidão gritava alegre, estendia seus mantos pelo chão… Todos estavam contentes com minha presença.
Sua mãe perguntou se ele estava só e o burrinho disse:
- Não, estava levando um homem com o nome de Jesus.
Então sua mãe falou:
- Filho, volte a essa cidade, mas agora sozinho.
Então o burrinho respondeu:
-Quando eu tiver uma oportunidade, voltarei lá…
Quando retornou a essa cidade sozinho, todos que passavam por ele fizeram o inverso, o maltratavam, o xingavam e até mesmo batiam nele.
Voltando para sua casa, disse para sua mãe:
-Estou triste, pois nada aconteceu comigo. Nem palmas, nem mantos, nem honra… Só apanhei, fui xingado e maltratado. Eles não me reconheceram, mamãe…
Indignado o burrinho disse a sua mãe:
- Porque isso aconteceu comigo?
Sua mãe respondeu:
- Meu filho querido, você sem JESUS é só um jumentinho…
Lembre-se sempre disso”.

Nós, sozinhos, não somos apenas “jumentinho”, e sim, um ser humano sem a graça de Deus e sem a Sua força sobrenatural. Somos pobres, fracos, impotentes…
Jesus disse que Ele é a videira verdadeira e que nós somos os seus ramos; e que se o ramo se desprender Dele, vai secar e morrer. E acrescentou: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5s).
É porque nos esquecemos dessa palavra de Jesus que tantas vezes fracassamos em nossas lutas, projetos, empreendimentos, evangelização, educação dos filhos, trabalho profissional e religioso, etc. Esquecemo-nos que se Jesus não estiver conosco, pela fé e pela oração, seremos um pouco parecidos com o jumentinho de Jerusalém.
Quando nós falamos as palavras de Jesus, atraímos as pessoas; quando “carregamos’ Jesus as pessoas nos ouvem; mas, quando estamos sós, vazios, sem “carregar” Jesus, o povo olha para nós e vê a nossa “feiúra” e impotência. E pode nos desprezar. Não podemos fazer nada nesta vida sem “carregar” Jesus.
Além do mais, carregar Jesus é estar ciente de que os aplausos são para Ele e não para nós. É estar ciente de que Ele não precisa de nós, mas quer nos usar para nos dar dignidade e grandeza.
Carregar Jesus é estar ciente de que depois que o ajudamos a cumprir a Sua missão salvífica, voltamos a ser apenas um “jumentinho”, muito feliz e honrado, mas como os outros. São Paulo diz que somos “vasos de barro” para que tenhamos consciência de que todo poder que se manifesta em nós vem Dele e não de nós (cf. 2Cor 4,7 ).
Não faça nada sem “carregar” Jesus. Não comece o dia sem Jesus. Não corrija seu filho, sua esposa, seu empregado ou seu patrão, sem pedir a luz a Jesus; senão as suas palavras poderão ser inconvenientes e ineficazes.
Não comece um empreendimento sem colocá-lo nas mãos de Jesus e pedir sua graça, sua proteção, sua luz.
Não eduque sua família sem a luz de Jesus, senão ela caminhará nas trevas do mundo.
Não faça o seu trabalho pastoral acreditando apenas em você, nos “seus” planos bem traçados; pode ser que você se decepcione e desanime de tudo como muitos.
Não se esqueça, sem Jesus, o jumentinho de Jerusalém é apenas um jumentinho.
Jesus mandou pedir, pedir e pedir. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscais e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede recebe; aquele que procura acha; ao que bater se lhe abrirá” (Lc 11,9-11).
Acreditamos nisso, ou desistimos de pedir? Santo Agostinho se converteu e foi um dos santos mais importantes da Igreja; porque sua mãe derramou sua lágrimas diante do Santíssimo, sem desistir e sem desanimar, durante vinte anos. E nós?
Carregando Jesus podemos dizer como o grande Apóstolo: “Tudo possa naquele que me dá forças” (Fil 4,13). “Se Deus é por nós quem será contra nós?” (Rom 8,31).



Alguém me enviou por e-mail esta parábola interessante sobre o jumentinho que Jesus usou para entrar em Jerusalém. Prof. Felipe Aquino