quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Tipos de Jejum



Como citamos anteriormente, existem várias modalidades de jejum.
Conheceremos nesta postagem quatro tipos de jejum que  acompanhados de oração e outros exercícios espirituais poderão ser de grande proveito para nós, especialmente no tempo da Quaresma.
Jejum da Igreja
Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito por qualquer pessoa. Alguém poderia pensar que esse seja um jejum relaxado ou que nem seja realmente jejum, porque ele é muito fácil. Mas não é bem assim.Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja. O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.
O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer. O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.
Para quem é indisciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a disciplina fica mantida.
Jejum a pão e água
Nesse segundo tipo de jejum, deve-se comer pão quando se tem fome e beber água quando se tem sede. Apenas isso e nada mais. Não se trata de comer pão e beber água ao mesmo tempo. Pelo contrário: é preciso evitar isso. Nosso tipo de pão, quando comido com água, geralmente fermenta no estômago, provocando dor de cabeça. É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Você vai perceber que, nesse dia, o pão adquire um novo sabor. Também se deve beber água várias vezes no decorrer do dia. O organismo precisa de água. Por isso, tome água, mesmo que você não tenha sede. O principal desse tipo de jejum é que você só coma pão e beba apenas água.

Jejum à base de líquidos
O terceiro tipo de jejum requer que você passe o dia sem comer nada, limitando-se a tomar líquidos. Ou seja, durante todo o seu dia de jejum, você se alimenta somente com líquidos. Essa é uma modalidade muito boa de jejum, que refreia a nossa gula e garante a nossa disciplina. Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados e bem dispostos sem a quebra do jejum.
É recomendável passar o dia tomando chá. Existem vários tipos de chá, podendo-se escolher. Desde que seja quente e com um pouco de açúcar ou mel, o chá alimenta e mantém o estômago aquecido, o que é muito bom. Quem não puder usar açúcar nem mel, pode usar adoçante ou tomar chá puro; fazendo assim estará se privando da glicose, que é alimentícia, mas conservará as vantagens do chá e do calor. Mas, se preferir, você poderá tomá-lo frio ou gelado, especialmente no verão.
Laranjada, limonada e sucos de fruta também são indicados para esse dia. O mesmo acontece com os sucos de legumes, como cenoura e beterraba, e de verduras. Veja bem: tome suco, não vitamina. Combinando-se frutas, legumes e verduras, as possibilidades aumentam bastante. Os vários sucos, adoçados ou não com açúcar, mel ou adoçante, são sempre alimentícios, deixando o corpo leve para a oração e para as outras atividades intelectuais ou físicas.
Outra boa opção para esse tipo de jejum é a água de coco, que é completa, já tendo tudo para nos manter hidratados e alimentados. Especialmente para quem tem a sorte de viver nos lugares onde há coqueiros, um jejum a base de água de coco é excelente. Não existe melhor hidratante. Qualquer pessoa, mas em especial os idosos e os doentes, pode fazer um jejum muito saudavél à base de caldos. Tal como os sucos, os caldos também apresentam um grande variedade. Observe, no entanto, que estou me referindo a caldos, e não a sopas e canjas, embora se possa fazer caldo de frango e até de carne. O que importa é que o caldo é líquido e tem como vantagens ser nutritivo e quente, além de conter sal. Especialmente em dias frios, os caldos são uma ótima maneira de fazer jejum, pois com eles temos garantida a ingestão das calorias necessárias às nossas atividades, espirituais em particular.
O Jejum completo
Nesse quarto tipo de jejum, não se come coisa alguma e só se bebe água. É recomendável que, antes de experimentar essa forma de jejum, você já tenha feito o jejum a pão e água e o jejum à base de líquidos, que podem servir de treino. No jejum completo, é fundamental beber água várias vezes ao dia. Não é bom fazer jejum a seco, isto é, sem tomar água, especialmente quando não se tem um bom treinamento. Mas é possível fazer jejum sem ingerir mesmo água? Sim, como eu já disse, é possível. Porém só as pessoas bem experientes devem tentar fazê-lo.
É fundamental ter em mente que não estamos nos submetendo a um teste de resistência. Não precisamos provar nada a ninguém: nem a nós, nem ao Senhor. O objetivo do jejum é nos encontrar com Deus, favorecer a oração e nos disciplinar. Ele serve para nos abrir à Graça da contemplação, da intercessão e da Unção do Espírito Santo. Como dissemos acima, nosso organismo precisa de água. Ele necessita estar bem hidratado para agir e reagir no campo espiritual. E como o nosso jejum se destina a combatentes que batalham por Deus na dimensão espiritual, tome água várias vezes ao dia quando praticar o jejum completo.
Quanto a hora de terminar o jejum, principalmente o jejum completo, Nossa Senhora de Medjugorje fala em encerrá-lo às quatro da tarde. Você pode terminá-lo às cinco, às seis ou às oito horas da noite. O importante é ser comedido e agir com sabedoria. Nossa intenção não é bancar os heróis. Repito: não temos de provar nada a ninguém, nem a nós e nem mesmo ao Senhor.


fonte: Canção Nova

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Jejum e abstinência

O jejum é uma forma de mortificar o corpo para fortalecer o espírito na luta contra a tentações do pecado. Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem. Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir fazer. Existem várias modalidades de jejum.
A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum, que é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.

O jejum e a abstinência devem estar alinhados à busca do amor ao próximo e a Deus. “Jejum não é um regime ou uma dieta, é uma prática espiritual. É uma forma de nos unirmos a Deus na oração e na penitência. Um cristão que jejua dá primazia aos valores espirituais. "É uma forma de oração por excelência, considerando que Jesus diz: 'certos demônios somente são expulsos pela oração e o jejum' (Mt 17, 20)".(padre Roger Araújo)

fonte: Canção Nova

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O que é Quarta-feira de Cinzas?

Quarta-feira de cinzas é um princípio da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de conversão a Deus. Quando recebemos as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter e crer de verdade no Evangelho.
 Recebemos a bênção e a imposição das cinzas dentro da Missa, após a homilia embora em circunstâncias especiais, se pode fazer dentro de uma celebração da Palavra. As formas de imposição das cinzas se inspiram na Escritura: “porque és pó, e pó te hás de tornar” (Gn, 3, 19) e “fazei penitência e crede no Evangelho” (Mc 1, 15). As cinzas que recebemos na quarta-feira  procedem dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor( domingo de ramos), do ano anterior, seguindo um costume que se remonta ao século XII. 
A forma de bênção faz relação à condição pecadora de quem a recebeu.

As cinzas simbolizam:

  • Condição fraca do homem, que caminha para a morte;
  •  Situação pecadora do homem;
  •  Oração e súplica ardente para que o Senhor os ajude; Ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo.  

fonte: prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Que tal começar com uma nova disposição?

Que tal começar o novo ano com uma nova disposição? E deixar de lado aquelas coisas, gestos e atitudes que não contribuem para fazer o Reino de Deus acontecer.

“Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: ‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo’” (Mateus 4, 17).
 
Depois da prisão de João Batista, Jesus foi viver na Galileia, deixou Nazaré e foi para Cafarnaum, que passou a ser Sua cidade, o lugar da Sua morada. O Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça, mas escolheu Cafarnaum, às margens do mar da Galileia, porque ali a vida acontecia, as pessoas caminhavam para lá e para cá e viviam da base dessa economia e Jesus queria estar no meio do Seu povo. Ele veio para ser a luz daqueles que caminham nas trevas.
A vida e o ministério do Senhor se baseiam, em primeiro lugar, em anunciar o Reino de Deus, e para entrar nesse Reino é preciso uma lógica, que se chama: conversão. É preciso agora uma nova mentalidade, é preciso ter a coragem e a ousadia de querer aprender de novo ou, na verdade, de querer aprender qual é o caminho e o sentido para a vida.
Por isso Jesus percorre as margens do mar da Galileia, percorre aquelas regiões de Cafarnaum e nelas anuncia o Reino de Deus. O Reino de Deus foi anunciado a nós, e é nosso dever, nossa tarefa e nossa obrigação anunciá-lo para as pessoas! Comecemos pela nossa conversão pessoal!
Todos os dias é dia de nos convertermos, todos os dias é dia de mudança de atitude e de mentalidade. É dia de deixar de lado aquelas coisas, gestos e atitudes que não contribuem para fazer o Reino de Deus acontecer. Existem gestos que estão dentro de nós, começam com o nosso mau humor, com as nossas mágoas e com as coisas que estão azedas dentro do nosso coração.
Que tal começar o novo ano com uma nova disposição? Com a coragem de viver a cada dia como se fosse o único dia de nossa vida? E darmos o melhor de nós, o melhor do nosso empenho, da nossa determinação para com o nosso próprio interior.
Quero me converter no dia que se chama hoje! Sabe por quê? Porque muitos de nós temos adiado a nossa conversão, muitos de nós temos vivido uma mentalidade errada: “Vamos nos converter no final da vida”. E se acaso o fim da nossa vida for hoje? E o que menos importa é isso, o que mais importa é viver, a cada dia, a lógica, a dinâmica do Reino de Deus!
É ter a cada dia a disposição de se converter de algo ou de alguma coisa. Se você tinha disposição para falar mal de alguém, que tal hoje deixar de fazer isso? Se você tinha a disposição para não amar e de não acolher o próximo, que tal no dia de hoje poder amar mais, acolher mais e poder ser mais fraterno com o próximo, com o nosso irmão?
Vivendo assim, tendo essa disposição dentro de nós, de nos convertermos a cada dia, nós podemos anunciar o Reino de Deus aos outros. Podemos mostrar aos outros que o caminho do pecado não gera vida. Contudo, o Reino de Deus não se anuncia só com palavras, o que falamos aos outros é preciso que as pessoas vejam a nossa disposição para mudar, para nos convertermos, para mudar e fazer um esforço para mudar as nossas atitudes. Quando assim o fazemos o Reino de Deus está próximo de nós, está em nós e entre nós!

Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo 
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal CançãoNova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ano litúrgico

É o calendário religioso, por ele o povo cristão revive anualmente todo o mistério da salvação que tem como centro a Pessoa de Jesus. O ano litúrgico começa com o primeiro domingo do advento e termina no sábado da 34ª semana do tempo comum depois da festa de Cristo Rei.
 A Igreja estabelece para as celebrações litúrgicas uma sequencia de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano: A, B e C.

No ano A leem-se as leituras do Evangelho de São Mateus;

No ano B, Evangelho de São Marcos e

No ano C, Evangelho de São Lucas.

Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades e  preenche espaços sinópticos,  ex.: só o evangelho de São João fala do lava-pés. (Jo13, 1ss).

Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo nós católicos, de três em três anos, se acompanharmos  a liturgia diariamente teremos lido quase toda a Bíblia.

Dia 30 de novembro – 1º domingo do advento, iniciamos o Ano litúrgico B.


sábado, 15 de novembro de 2014

Cristo Rei do Universo

Viva Cristo Rei!


Sabe-se que a Igreja encerra seu Ano Litúrgico com a Solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. No entanto, poucos se dão conta de que se trata de uma festa relativamente recente, pois só foi instituída em 1925, portanto há menos de cem anos.


Mas o que levou o papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica de seu pontificado à criação de uma festa de Cristo Rei? (cf. carta encíclica Quas primas, 11/12/1925).

No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçônica no México, anti-clericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte.

É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorreto”, o papa Pio XI institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da humanidade.

Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!…

Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anti-clerical, o Vigário de Cristo na terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.

Com esta solenidade o Papa Pio XI esperava algumas mudanças no cenário mundial:
Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32).
Que os líderes das nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).
Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33).

Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.

Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.

Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. É isto que nos recorda o Catecismo da Igreja Católica em seu número 677. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo.

É assim que, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos mártires Cristãos de nossa história recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “viva Cristo Rei!”


fonte: Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Beata Teresa de Calcutá, uma missionária da Caridade

“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.” Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento.

Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.


Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!
(festa: 5 de setembro)

fonte: Canção Nova