terça-feira, 2 de junho de 2015

Festa de “Corpus Christi”

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.
A Eucaristia realmente é o maior tesouro da Igreja, a preciosa herança que o Senhor Jesus lhe deixou. E, assim, a Igreja conserva a Eucaristia com o máximo empenho e cuidado, celebrando-a diariamente na Santa Missa, bem como adorando-a nas igrejas e nas capelas. A Eucaristia é o Senhor que se doa “pela vida do mundo” (Jo 6,51). Ontem, hoje e sempre, em todos os tempos e lugares Jesus quer encontrar o homem e levar-lhe a vida de Deus. Por isso, a transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo constituiu o princípio da divinização da mesma criação. Nasce deste modo, o gesto sugestivo e oportuno de levar Jesus em procissão pelas ruas e estradas de nossas cidades e comunidades.A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje esse povo somos nós que nos alimentamos com o próprio Corpo de Cristo. Levando a Santíssima Eucaristia pelas vias públicas, queremos imergir o Pão que desceu do céu na vida quotidiana da nossa vida; queremos que Jesus caminhe onde nós caminhamos, que viva onde nós vivemos. Na intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em corpo, sangue, alma e divindade nas sagradas espécies de pão e vinho, seremos testemunhas vivas de seu amor, de sua misericórdia, a partir do momento em que vivermos por ele e com ele, sendo luz do mundo e sal da terra. A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira ( em alusão a Última Ceia) após o domingo depois de Pentecostes.
Celebrando Corpus Christi, queremos renovar nosso autêntico compromisso de batizados.

fonte Canção Nova

sábado, 23 de maio de 2015

Derramamento do Espírito Santo

Quem é o Espírito Santo?
É a 3ª pessoa da Santíssima Trindade, aquele que nos santifica.
A 1ª pessoa é Deus Pai que nos criou,
A 2ª pessoa é Deus Filho que nos remiu.
Nós recebemos o Espírito Santo no dia do nosso Batismo e no Sacramento do Crisma.
Nós cristãos católicos invocamos a Santíssima Trindade várias vezes durante o dia: ao levantarmos pela manhã, às refeições, ao deitar a noite, ao iniciar orações, ao nos prepararmos para enfrentar situações difíceis, como agradecimento, para iniciar  e ao terminar a Santa missa, celebrações, encontros religiosos, etc.
"Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio".  (Jo15, 26-27)
O Prometido por Jesus: "[...] ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai, a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).
Pentecostes
Tendo Jesus voltado para o Pai do Céu, (Ascensão) os Apóstolos disseram: “Os homens maus que pregaram Jesus na cruz, são capazes de nos matar também. Vamos esconder-nos no Cenáculo com a Mãe de Jesus”. Entraram numa grande sala, trancando as portas e as janelas. Lá ficaram em oração.
Cinquenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém, Foi o primeiro Pentecostes depois da Morte de Jesus, a sala onde os Apóstolos estavam rezando, encheu-se de uma luz muito brilhante em forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (. At 2,1-4).
Podemos dizer também que pentecostes é a festa do derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja.
Com a vinda do Espírito Santo, os Apóstolos perderam o medo. Abriram as portas e se meteram no meio do povo, ensinando a doutrina de Jesus.
Os Apóstolos, mesmo perseguidos, espancados, no exílio e nas prisões, continuaram falando de Jesus a todos os homens. E esta coragem os animou até a morte. Praticamente todos os Apóstolos derramaram o seu sangue, para não negar sua fé em Jesus Cristo. Dizemos com muita razão que:
A vinda do Espírito Santo marcou o começo da Igreja, isto, porque o mesmo Espírito que animou os Apóstolos despertou outras pessoas que levariam adiante a mensagem de Jesus.

Os Sete dons do Espírito Santo
Estes dons são graças de Deus e só com nosso esforço não podemos fazer com que cresçam e se desenvolvam, necessitam de uma ação direta do Espírito Santo para podermos atuar dentro da virtude e perfeição cristã.
Sabedoria: o Espírito Santo nos concede este dom para que possamos entender e utilizar os critérios de Deus para agir, falar, escolher caminho.
Entendimento: (inteligência) Não é apenas um dom humano de entender as coisas, é muito mais do que isso; é o dom de poder sentir a presença de Deus em todos nós, capacita a entender e julgar pelo amor, pelo coração.
Conselho:  Este dom nos liga a Deus e, ao mesmo tempo, nos liga às outras pessoas, ajudando uns aos outros para trilhar no caminho de Deus. Capacita o homem a ensinar a doutrina de Jesus por meio de atitudes e conselhos cristãos.
Fortaleza:  O dom da fortaleza nos permite ser fortes diante daquelas situações difíceis e de tudo aquilo que nos enfraquece a  fé, fortalece o homem para resistir ao mal e o encoraja a testemunhar Cristo e sua mensagem.
Ciência: O dom da ciência nos leva a um conhecimento mais aprofundado de Deus. O conhecimento das coisas de Deus não está apenas no nível intelectual, mas está no nível da vivência. Capacita o homem entre o bem e o mal a verdade de Deus e a do mundo.
Piedade: dom que está relacionado com a misericórdia nos leva a adorar filialmente a Deus por meio de atos de amor e louvor.
Temor de Deus: É o dom que nos leva à adoração de Deus por este dom o homem tem medo de ofender a Deus e com isso romper sua comunhão com Ele.(diferente de medo de Deus)
Quando recebemos os dons do Espírito Santo?
No Batismo, nos tornamos filhos de Deus. Recebemos a graça santificante das virtudes sobrenaturais, inclusive com os dons do Espírito Santo. Mas no Crisma, recebemos de um modo especial o Divino Espírito Santo, para as lutas interiores e exteriores, pelas quais guardaremos intacta nossa fé. É, então, no Crisma que recebemos os dons do Espírito Santo de um modo muito especial.

Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar, porque de Deus é que os recebemos. Se o mundo nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos, a Deus doador de todos os dons é que pertence esta glória.

É este o grande segredo dos Santos. Vemos sua vida sofrida e nos assustamos. Mas é que nos esquecemos do doce hóspede da alma que consola e acalma. É o Espírito Santo quem torna o fardo leve e o jugo suave.

fonte: catequisar.com/padrepauloricardo.org/cancaonova.com

quinta-feira, 14 de maio de 2015

“Sem mim nada podeis fazer”

Não faça nada sem “carregar” Jesus. Não comece o dia sem Jesus! Veja:

“Um jumentinho voltando para sua casa todo contente, falou para sua mãe:
- Fui a uma cidade e quando lá cheguei fui aplaudido, a multidão gritava alegre, estendia seus mantos pelo chão… Todos estavam contentes com minha presença.
Sua mãe perguntou se ele estava só e o burrinho disse:
- Não, estava levando um homem com o nome de Jesus.
Então sua mãe falou:
- Filho, volte a essa cidade, mas agora sozinho.
Então o burrinho respondeu:
-Quando eu tiver uma oportunidade, voltarei lá…
Quando retornou a essa cidade sozinho, todos que passavam por ele fizeram o inverso, o maltratavam, o xingavam e até mesmo batiam nele.
Voltando para sua casa, disse para sua mãe:
-Estou triste, pois nada aconteceu comigo. Nem palmas, nem mantos, nem honra… Só apanhei, fui xingado e maltratado. Eles não me reconheceram, mamãe…
Indignado o burrinho disse a sua mãe:
- Porque isso aconteceu comigo?
Sua mãe respondeu:
- Meu filho querido, você sem JESUS é só um jumentinho…
Lembre-se sempre disso”.

Nós, sozinhos, não somos apenas “jumentinho”, e sim, um ser humano sem a graça de Deus e sem a Sua força sobrenatural. Somos pobres, fracos, impotentes…
Jesus disse que Ele é a videira verdadeira e que nós somos os seus ramos; e que se o ramo se desprender Dele, vai secar e morrer. E acrescentou: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5s).
É porque nos esquecemos dessa palavra de Jesus que tantas vezes fracassamos em nossas lutas, projetos, empreendimentos, evangelização, educação dos filhos, trabalho profissional e religioso, etc. Esquecemo-nos que se Jesus não estiver conosco, pela fé e pela oração, seremos um pouco parecidos com o jumentinho de Jerusalém.
Quando nós falamos as palavras de Jesus, atraímos as pessoas; quando “carregamos’ Jesus as pessoas nos ouvem; mas, quando estamos sós, vazios, sem “carregar” Jesus, o povo olha para nós e vê a nossa “feiúra” e impotência. E pode nos desprezar. Não podemos fazer nada nesta vida sem “carregar” Jesus.
Além do mais, carregar Jesus é estar ciente de que os aplausos são para Ele e não para nós. É estar ciente de que Ele não precisa de nós, mas quer nos usar para nos dar dignidade e grandeza.
Carregar Jesus é estar ciente de que depois que o ajudamos a cumprir a Sua missão salvífica, voltamos a ser apenas um “jumentinho”, muito feliz e honrado, mas como os outros. São Paulo diz que somos “vasos de barro” para que tenhamos consciência de que todo poder que se manifesta em nós vem Dele e não de nós (cf. 2Cor 4,7 ).
Não faça nada sem “carregar” Jesus. Não comece o dia sem Jesus. Não corrija seu filho, sua esposa, seu empregado ou seu patrão, sem pedir a luz a Jesus; senão as suas palavras poderão ser inconvenientes e ineficazes.
Não comece um empreendimento sem colocá-lo nas mãos de Jesus e pedir sua graça, sua proteção, sua luz.
Não eduque sua família sem a luz de Jesus, senão ela caminhará nas trevas do mundo.
Não faça o seu trabalho pastoral acreditando apenas em você, nos “seus” planos bem traçados; pode ser que você se decepcione e desanime de tudo como muitos.
Não se esqueça, sem Jesus, o jumentinho de Jerusalém é apenas um jumentinho.
Jesus mandou pedir, pedir e pedir. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscais e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede recebe; aquele que procura acha; ao que bater se lhe abrirá” (Lc 11,9-11).
Acreditamos nisso, ou desistimos de pedir? Santo Agostinho se converteu e foi um dos santos mais importantes da Igreja; porque sua mãe derramou sua lágrimas diante do Santíssimo, sem desistir e sem desanimar, durante vinte anos. E nós?
Carregando Jesus podemos dizer como o grande Apóstolo: “Tudo possa naquele que me dá forças” (Fil 4,13). “Se Deus é por nós quem será contra nós?” (Rom 8,31).



Alguém me enviou por e-mail esta parábola interessante sobre o jumentinho que Jesus usou para entrar em Jerusalém. Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Tempo Pascal


O Tempo Pascal vai desde o Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes é o acontecimento central do mistério cristão, porque relembra a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Lembrando que “Páscoa” significa passagem. Passagem “da morte para a vida”, “das trevas para a luz”. A cor litúrgica do Tempo Pascal é o branco, que significa festa, paz e ao todo este tempo possui 50 dias (oito semanas), que são, respectivamente:
A Semana da Oitava da PáscoaSão os primeiros oito dias da páscoa, que  começa no  Domingo da Páscoa ou Domingo da Ressurreição, e finaliza no Domingo da Misericórdia (2º Domingo da Páscoa) Nesta oitava, canta-se o glória todos os 8 dias, e reza-se o credo somente aos domingos. Significa a alegria do Domingo da Ressurreição estendida em mais oito dias.        
O 2º Domingo da PáscoaConhecido como Domingo da Misericórdia, pela compaixão de Jesus com São Tomé, que não acreditava em palavras, e sim “somente vendo”. Vendo a Jesus, veio a crer na Sua ressurreição, e se redimiu ao Senhor. Pela compaixão e misericórdia do mestre, São Tomé foi perdoado.
O 3º Domingo da PáscoaDomingo da passagem bíblica dos “discípulos de Emaús”, onde reconhecemos a Jesus na fração do pão: Ele está no meio de nós através dos sinais sacramentais.
O 4º Domingo da PáscoaDomingo do “Bom Pastor”, que nos manifesta o mistério da presença do Cristo nos pastores da Sua Igreja, pois “O Senhor é o meu Pastor, nada me falta”. (Sl 22).
O 5º Domingo da PáscoaNeste domingo da caridade, a fraternidade é vista como a manifestação de Jesus ressuscitado; através do amor ao nosso próximo, os homens reconhecerão o amor com que Cristo nos ama.
O 6º Domingo da PáscoaNeste Domingo Jesus promete seu Espírito como princípio da vida pascal da Igreja e de nós, cristãos. a ação deste Espírito constrói nosso templo espiritual interior. 
Domingo da Ascensão do Senhor: Jesus envia ao mundo suas testemunhas para manifestar seu poder profético e salvador, para depois subir ao Pai.
O Domingo de PentecostesNeste último Domingo, finaliza-se o Tempo Pascal, onde o Espírito Santo realiza a plenitude da Páscoa de Jesus Cristo por meio da Igreja. Cheios da força na fé em Cristo ressuscitado, os Apóstolos partem para a sua missão no mundo.

Curiosidade: O Círio Pascal, que representa o Cristo Ressuscitado e a Luz dos Povos, é colocado junto ao ambão ou em lugar próximo ao altar durante todo o Tempo Pascal, e deve ser aceso em todas as Missas Pascais.

fonte: Paróquia matriz São Benedito

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Tipos de Jejum



Como citamos anteriormente, existem várias modalidades de jejum.
Conheceremos nesta postagem quatro tipos de jejum que  acompanhados de oração e outros exercícios espirituais poderão ser de grande proveito para nós, especialmente no tempo da Quaresma.
Jejum da Igreja
Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito por qualquer pessoa. Alguém poderia pensar que esse seja um jejum relaxado ou que nem seja realmente jejum, porque ele é muito fácil. Mas não é bem assim.Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja. O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.
O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer. O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.
Para quem é indisciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a disciplina fica mantida.
Jejum a pão e água
Nesse segundo tipo de jejum, deve-se comer pão quando se tem fome e beber água quando se tem sede. Apenas isso e nada mais. Não se trata de comer pão e beber água ao mesmo tempo. Pelo contrário: é preciso evitar isso. Nosso tipo de pão, quando comido com água, geralmente fermenta no estômago, provocando dor de cabeça. É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Você vai perceber que, nesse dia, o pão adquire um novo sabor. Também se deve beber água várias vezes no decorrer do dia. O organismo precisa de água. Por isso, tome água, mesmo que você não tenha sede. O principal desse tipo de jejum é que você só coma pão e beba apenas água.

Jejum à base de líquidos
O terceiro tipo de jejum requer que você passe o dia sem comer nada, limitando-se a tomar líquidos. Ou seja, durante todo o seu dia de jejum, você se alimenta somente com líquidos. Essa é uma modalidade muito boa de jejum, que refreia a nossa gula e garante a nossa disciplina. Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados e bem dispostos sem a quebra do jejum.
É recomendável passar o dia tomando chá. Existem vários tipos de chá, podendo-se escolher. Desde que seja quente e com um pouco de açúcar ou mel, o chá alimenta e mantém o estômago aquecido, o que é muito bom. Quem não puder usar açúcar nem mel, pode usar adoçante ou tomar chá puro; fazendo assim estará se privando da glicose, que é alimentícia, mas conservará as vantagens do chá e do calor. Mas, se preferir, você poderá tomá-lo frio ou gelado, especialmente no verão.
Laranjada, limonada e sucos de fruta também são indicados para esse dia. O mesmo acontece com os sucos de legumes, como cenoura e beterraba, e de verduras. Veja bem: tome suco, não vitamina. Combinando-se frutas, legumes e verduras, as possibilidades aumentam bastante. Os vários sucos, adoçados ou não com açúcar, mel ou adoçante, são sempre alimentícios, deixando o corpo leve para a oração e para as outras atividades intelectuais ou físicas.
Outra boa opção para esse tipo de jejum é a água de coco, que é completa, já tendo tudo para nos manter hidratados e alimentados. Especialmente para quem tem a sorte de viver nos lugares onde há coqueiros, um jejum a base de água de coco é excelente. Não existe melhor hidratante. Qualquer pessoa, mas em especial os idosos e os doentes, pode fazer um jejum muito saudavél à base de caldos. Tal como os sucos, os caldos também apresentam um grande variedade. Observe, no entanto, que estou me referindo a caldos, e não a sopas e canjas, embora se possa fazer caldo de frango e até de carne. O que importa é que o caldo é líquido e tem como vantagens ser nutritivo e quente, além de conter sal. Especialmente em dias frios, os caldos são uma ótima maneira de fazer jejum, pois com eles temos garantida a ingestão das calorias necessárias às nossas atividades, espirituais em particular.
O Jejum completo
Nesse quarto tipo de jejum, não se come coisa alguma e só se bebe água. É recomendável que, antes de experimentar essa forma de jejum, você já tenha feito o jejum a pão e água e o jejum à base de líquidos, que podem servir de treino. No jejum completo, é fundamental beber água várias vezes ao dia. Não é bom fazer jejum a seco, isto é, sem tomar água, especialmente quando não se tem um bom treinamento. Mas é possível fazer jejum sem ingerir mesmo água? Sim, como eu já disse, é possível. Porém só as pessoas bem experientes devem tentar fazê-lo.
É fundamental ter em mente que não estamos nos submetendo a um teste de resistência. Não precisamos provar nada a ninguém: nem a nós, nem ao Senhor. O objetivo do jejum é nos encontrar com Deus, favorecer a oração e nos disciplinar. Ele serve para nos abrir à Graça da contemplação, da intercessão e da Unção do Espírito Santo. Como dissemos acima, nosso organismo precisa de água. Ele necessita estar bem hidratado para agir e reagir no campo espiritual. E como o nosso jejum se destina a combatentes que batalham por Deus na dimensão espiritual, tome água várias vezes ao dia quando praticar o jejum completo.
Quanto a hora de terminar o jejum, principalmente o jejum completo, Nossa Senhora de Medjugorje fala em encerrá-lo às quatro da tarde. Você pode terminá-lo às cinco, às seis ou às oito horas da noite. O importante é ser comedido e agir com sabedoria. Nossa intenção não é bancar os heróis. Repito: não temos de provar nada a ninguém, nem a nós e nem mesmo ao Senhor.


fonte: Canção Nova

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Jejum e abstinência

O jejum é uma forma de mortificar o corpo para fortalecer o espírito na luta contra a tentações do pecado. Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem. Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir fazer. Existem várias modalidades de jejum.
A abstinência consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum, que é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.

O jejum e a abstinência devem estar alinhados à busca do amor ao próximo e a Deus. “Jejum não é um regime ou uma dieta, é uma prática espiritual. É uma forma de nos unirmos a Deus na oração e na penitência. Um cristão que jejua dá primazia aos valores espirituais. "É uma forma de oração por excelência, considerando que Jesus diz: 'certos demônios somente são expulsos pela oração e o jejum' (Mt 17, 20)".(padre Roger Araújo)

fonte: Canção Nova

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O que é Quarta-feira de Cinzas?

Quarta-feira de cinzas é um princípio da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de conversão a Deus. Quando recebemos as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter e crer de verdade no Evangelho.
 Recebemos a bênção e a imposição das cinzas dentro da Missa, após a homilia embora em circunstâncias especiais, se pode fazer dentro de uma celebração da Palavra. As formas de imposição das cinzas se inspiram na Escritura: “porque és pó, e pó te hás de tornar” (Gn, 3, 19) e “fazei penitência e crede no Evangelho” (Mc 1, 15). As cinzas que recebemos na quarta-feira  procedem dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor( domingo de ramos), do ano anterior, seguindo um costume que se remonta ao século XII. 
A forma de bênção faz relação à condição pecadora de quem a recebeu.

As cinzas simbolizam:

  • Condição fraca do homem, que caminha para a morte;
  •  Situação pecadora do homem;
  •  Oração e súplica ardente para que o Senhor os ajude; Ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo.  

fonte: prof. Felipe Aquino