Uma Família Católica Apostólica Romana que quer ajudar na Construção do Reino de Deus, como tantas outras.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
O que é Quarta-feira de Cinzas?
Quarta-feira de cinzas é um
princípio da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos
nosso desejo pessoal de conversão a Deus. Quando recebemos as cinzas,
expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter
e crer de verdade no Evangelho.
fonte: prof. Felipe Aquinosegunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Que tal começar com uma nova disposição?
Que tal começar o novo ano com uma nova disposição? E deixar
de lado aquelas coisas, gestos e atitudes que não contribuem para fazer o Reino
de Deus acontecer.
“Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo:
‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo’” (Mateus 4, 17).
Depois da prisão de João Batista, Jesus foi viver na
Galileia, deixou Nazaré e foi para Cafarnaum, que passou a ser Sua cidade, o
lugar da Sua morada. O Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça, mas
escolheu Cafarnaum, às margens do mar da Galileia, porque ali a vida acontecia,
as pessoas caminhavam para lá e para cá e viviam da base dessa economia e Jesus
queria estar no meio do Seu povo. Ele veio para ser a luz daqueles que caminham
nas trevas.
A vida e o ministério do Senhor se baseiam, em primeiro
lugar, em anunciar o Reino de Deus, e para entrar nesse Reino é preciso uma
lógica, que se chama: conversão. É preciso agora uma nova mentalidade, é
preciso ter a coragem e a ousadia de querer aprender de novo ou, na verdade, de
querer aprender qual é o caminho e o sentido para a vida.
Por isso Jesus percorre as margens do mar da Galileia,
percorre aquelas regiões de Cafarnaum e nelas anuncia o Reino de Deus. O Reino
de Deus foi anunciado a nós, e é nosso dever, nossa tarefa e nossa obrigação
anunciá-lo para as pessoas! Comecemos pela nossa conversão pessoal!
Todos os dias é dia de nos convertermos, todos os dias é dia
de mudança de atitude e de mentalidade. É dia de deixar de lado aquelas coisas,
gestos e atitudes que não contribuem para fazer o Reino de Deus acontecer.
Existem gestos que estão dentro de nós, começam com o nosso mau humor, com as
nossas mágoas e com as coisas que estão azedas dentro do nosso coração.
Que tal começar o novo ano com uma nova disposição? Com a
coragem de viver a cada dia como se fosse o único dia de nossa vida? E darmos o
melhor de nós, o melhor do nosso empenho, da nossa determinação para com o
nosso próprio interior.
Quero me converter no dia que se chama hoje! Sabe por quê?
Porque muitos de nós temos adiado a nossa conversão, muitos de nós temos vivido
uma mentalidade errada: “Vamos nos converter no final da vida”. E se acaso o
fim da nossa vida for hoje? E o que menos importa é isso, o que mais importa é
viver, a cada dia, a lógica, a dinâmica do Reino de Deus!
É ter a cada dia a disposição de se converter de algo ou de
alguma coisa. Se você tinha disposição para falar mal de alguém, que tal hoje
deixar de fazer isso? Se você tinha a disposição para não amar e de não acolher
o próximo, que tal no dia de hoje poder amar mais, acolher mais e poder ser
mais fraterno com o próximo, com o nosso irmão?
Vivendo assim, tendo essa disposição dentro de nós, de nos
convertermos a cada dia, nós podemos anunciar o Reino de Deus aos outros.
Podemos mostrar aos outros que o caminho do pecado não gera vida. Contudo, o
Reino de Deus não se anuncia só com palavras, o que falamos aos outros é
preciso que as pessoas vejam a nossa disposição para mudar, para nos
convertermos, para mudar e fazer um esforço para mudar as nossas atitudes.
Quando assim o fazemos o Reino de Deus está próximo de nós, está em nós e entre
nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador
do Portal CançãoNova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Ano litúrgico
É o calendário religioso, por ele o povo cristão
revive anualmente todo o mistério da salvação que tem como centro a Pessoa de
Jesus. O ano litúrgico começa com o primeiro domingo do advento e termina no
sábado da 34ª semana do tempo comum depois da festa de Cristo Rei.
A Igreja
estabelece para as celebrações litúrgicas uma sequencia de leituras bíblicas
que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras
desses dias são divididas em ano: A, B e C.
No ano A leem-se as leituras do Evangelho de São Mateus;
No ano B, Evangelho de São Marcos e
No ano C, Evangelho de São Lucas.
Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões
especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades e preenche
espaços sinópticos, ex.: só o evangelho
de São João fala do lava-pés. (Jo13, 1ss).
Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras
diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que
se repete de ano a ano. Deste modo nós católicos, de três em três anos, se
acompanharmos a liturgia diariamente
teremos lido quase toda a Bíblia.
Dia 30 de novembro – 1º domingo do advento, iniciamos o Ano
litúrgico B.
sábado, 15 de novembro de 2014
Cristo Rei do Universo
Viva Cristo Rei!
Sabe-se que a Igreja encerra seu Ano Litúrgico com a
Solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. No entanto, poucos se
dão conta de que se trata de uma festa relativamente recente, pois só foi
instituída em 1925, portanto há menos de cem anos.
Mas o que levou o papa Pio XI a dedicar a primeiríssima
encíclica de seu pontificado à criação de uma festa de Cristo Rei? (cf. carta
encíclica Quas primas, 11/12/1925).
No início do século XX, o mundo, que ainda estava se
recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de
secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O
fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução
maçônica no México, anti-clericalismos e governos ditatoriais grassavam por
toda parte.
É neste contexto que, sem medo de ser literalmente
“politicamente incorreto”, o papa Pio XI institui uma festa litúrgica para
celebrar uma verdade de nossa fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à
Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a
história da humanidade.
Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem
do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito
mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o
Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo
humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo
Rei?!…
Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao
secularismo ateu e anti-clerical, o Vigário de Cristo na terra instituiu esta
solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do
Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as
coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação
universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.
Com esta solenidade o Papa Pio XI esperava algumas mudanças
no cenário mundial:
Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre
do poder do Estado (Quas primas, 32).
Que os líderes das nações reconhecessem o devido respeito e
obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).
Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta
solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso
Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades
e seus corpos (Quas primas, 33).
Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é
consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa
vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.
Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador
responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo
“inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da
violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como
rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.
Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um
triunfo histórico da Igreja. É isto que nos recorda o Catecismo da Igreja
Católica em seu número 677. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma
vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem
todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só
entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve
seguir o caminho do Esposo.
É assim que, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala
a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos mártires
Cristãos de nossa história recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os
apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e
de morrer aos brados de “viva Cristo Rei!”
fonte: Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Beata Teresa de Calcutá, uma missionária da Caridade
“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho
pela paz.” Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu
pensamento.
Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi
batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa
que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha
Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude,
porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos,
surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o
consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou,
no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de
Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário
junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o
Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia
24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve
na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com
Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente
e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá,
impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade
cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por
inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na
história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como
o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do
Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A
partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais
pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de
Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação
para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por
reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar
escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de
cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra
da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas
antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das
Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por
Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo
mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo
ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa
sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o
mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e
doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes,
universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi
encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu
velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro
de 2003, Dia Missionário Mundial.
Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!
(festa: 5 de setembro)
fonte: Canção Nova
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Parábola sobre amizade
Um homem, seu cavalo e seu cão,
caminhavam por uma estrada. Depois de muito tempo, o homem não se deu conta de
que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.
Às vezes os mortos levam tempo
para se dar conta de sua nova condição... A caminhada era muito longa, morro
acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. O caminhante
dirigiu-se ao homem que, numa guarita, guardava a entrada:
- Bom dia! - ele disse.
- Bom dia! - respondeu o
homem.
- Que lugar é este, tão lindo? -
ele perguntou.
- Isto aqui é o céu - foi a
resposta.
- Que bom que nós chegamos ao céu,
estamos com muita sede - disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber
água à vontade - disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também
estão com sede.
- Lamento muito - disse o guarda -
aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado
porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede.
Assim, prosseguiu seu caminho. Com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a
um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta. Ao pé de
uma das árvores, um homem estava deitado, com a cabeça coberta com um chapéu, e
parecia que estava dormindo.
- Bom dia! - disse o caminhante.
- Bom dia! - disse o homem.
- Estamos com muita sede, eu, meu
cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras -
disse o homem indicando o lugar. Podem beber a vontade.
O homem, o cavalo e o
cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado! - ele disse, ao
sair.
- Voltem quando quiserem -
respondeu o homem.
- A propósito - disse o
caminhante. - Qual é o nome deste lugar?
- Céu. - respondeu o homem.
- Céu? Mas o homem na guarita ao
lado do portão de mármore, disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o
inferno.
- Mas então - disse ele. - Essa
informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma. Na verdade,
eles nos fazem um grande favor.
Porque lá, ficam aqueles que são
capazes de abandonar seus melhores AMIGOS...
fonte: internet
segunda-feira, 9 de junho de 2014
O galo que acordava o sol
Havia, certa vez, um galo que todas as madrugadas cantava bem forte, o
mais alto que podia, isso porque pensava que era ele que acordava o sol e que,
se um dia ele não cantasse, o sol não apareceria. Mas na verdade era bem o
contrário era o sol que, com os seus primeiros raios, o acordava.
Quantas vezes acontece algo semelhante conosco! Pensamos que somos nós os tais,
sendo que na verdade é Deus que age através de nós. Até quando rezamos, é Deus
que nos chama ao diálogo com ele. A iniciativa é de Deus, não nossa. O Espírito
Santo é o Sol em nossa vida; ele é que nos acorda e nos conduz, levando-nos a
boas ações.
Maria Santíssima era uma pessoa humilde. Ela nunca se promoveu. Quando se
referiu a si mesma, ela se chamou de "Escrava do Senhor". As escravas
eram as mulheres mais humildes da época. Nas horas de triunfo de Jesus, ela não
aparecia. Por exemplo, na multiplicação dos pães, quando o povo queria fazê-lo
rei. Certamente Maria estava por ali, mas escondida. Já na cruz, no meio
daquela fúria do povo, lá estava ela, de pé, bem visível, enfrentando as
zombarias e humilhações, próprias de uma mãe de condenado. É interessante que
Maria era humilde, mas não acomodada. Ela não enterrava seus talentos, numa
falsa humildade. Tinha a cabeça erguida e era corajosa. Veja o Magnificat. (Lc
1, 47-55).
Historinhas que evangelizam
(Adaptação: Pe. Queiroz)
(Adaptação: Pe. Queiroz)
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