segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Que tal começar com uma nova disposição?

Que tal começar o novo ano com uma nova disposição? E deixar de lado aquelas coisas, gestos e atitudes que não contribuem para fazer o Reino de Deus acontecer.

“Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: ‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo’” (Mateus 4, 17).
 
Depois da prisão de João Batista, Jesus foi viver na Galileia, deixou Nazaré e foi para Cafarnaum, que passou a ser Sua cidade, o lugar da Sua morada. O Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça, mas escolheu Cafarnaum, às margens do mar da Galileia, porque ali a vida acontecia, as pessoas caminhavam para lá e para cá e viviam da base dessa economia e Jesus queria estar no meio do Seu povo. Ele veio para ser a luz daqueles que caminham nas trevas.
A vida e o ministério do Senhor se baseiam, em primeiro lugar, em anunciar o Reino de Deus, e para entrar nesse Reino é preciso uma lógica, que se chama: conversão. É preciso agora uma nova mentalidade, é preciso ter a coragem e a ousadia de querer aprender de novo ou, na verdade, de querer aprender qual é o caminho e o sentido para a vida.
Por isso Jesus percorre as margens do mar da Galileia, percorre aquelas regiões de Cafarnaum e nelas anuncia o Reino de Deus. O Reino de Deus foi anunciado a nós, e é nosso dever, nossa tarefa e nossa obrigação anunciá-lo para as pessoas! Comecemos pela nossa conversão pessoal!
Todos os dias é dia de nos convertermos, todos os dias é dia de mudança de atitude e de mentalidade. É dia de deixar de lado aquelas coisas, gestos e atitudes que não contribuem para fazer o Reino de Deus acontecer. Existem gestos que estão dentro de nós, começam com o nosso mau humor, com as nossas mágoas e com as coisas que estão azedas dentro do nosso coração.
Que tal começar o novo ano com uma nova disposição? Com a coragem de viver a cada dia como se fosse o único dia de nossa vida? E darmos o melhor de nós, o melhor do nosso empenho, da nossa determinação para com o nosso próprio interior.
Quero me converter no dia que se chama hoje! Sabe por quê? Porque muitos de nós temos adiado a nossa conversão, muitos de nós temos vivido uma mentalidade errada: “Vamos nos converter no final da vida”. E se acaso o fim da nossa vida for hoje? E o que menos importa é isso, o que mais importa é viver, a cada dia, a lógica, a dinâmica do Reino de Deus!
É ter a cada dia a disposição de se converter de algo ou de alguma coisa. Se você tinha disposição para falar mal de alguém, que tal hoje deixar de fazer isso? Se você tinha a disposição para não amar e de não acolher o próximo, que tal no dia de hoje poder amar mais, acolher mais e poder ser mais fraterno com o próximo, com o nosso irmão?
Vivendo assim, tendo essa disposição dentro de nós, de nos convertermos a cada dia, nós podemos anunciar o Reino de Deus aos outros. Podemos mostrar aos outros que o caminho do pecado não gera vida. Contudo, o Reino de Deus não se anuncia só com palavras, o que falamos aos outros é preciso que as pessoas vejam a nossa disposição para mudar, para nos convertermos, para mudar e fazer um esforço para mudar as nossas atitudes. Quando assim o fazemos o Reino de Deus está próximo de nós, está em nós e entre nós!

Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo 
Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal CançãoNova.
https://www.facebook.com/rogeraraujo.cn




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ano litúrgico

É o calendário religioso, por ele o povo cristão revive anualmente todo o mistério da salvação que tem como centro a Pessoa de Jesus. O ano litúrgico começa com o primeiro domingo do advento e termina no sábado da 34ª semana do tempo comum depois da festa de Cristo Rei.
 A Igreja estabelece para as celebrações litúrgicas uma sequencia de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos, nos domingos e nas solenidades. As leituras desses dias são divididas em ano: A, B e C.

No ano A leem-se as leituras do Evangelho de São Mateus;

No ano B, Evangelho de São Marcos e

No ano C, Evangelho de São Lucas.

Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades e  preenche espaços sinópticos,  ex.: só o evangelho de São João fala do lava-pés. (Jo13, 1ss).

Nos dias da semana do Tempo Comum, há leituras diferentes para os anos pares e para os anos ímpares, tirando o Evangelho, que se repete de ano a ano. Deste modo nós católicos, de três em três anos, se acompanharmos  a liturgia diariamente teremos lido quase toda a Bíblia.

Dia 30 de novembro – 1º domingo do advento, iniciamos o Ano litúrgico B.


sábado, 15 de novembro de 2014

Cristo Rei do Universo

Viva Cristo Rei!


Sabe-se que a Igreja encerra seu Ano Litúrgico com a Solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. No entanto, poucos se dão conta de que se trata de uma festa relativamente recente, pois só foi instituída em 1925, portanto há menos de cem anos.


Mas o que levou o papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica de seu pontificado à criação de uma festa de Cristo Rei? (cf. carta encíclica Quas primas, 11/12/1925).

No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçônica no México, anti-clericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte.

É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorreto”, o papa Pio XI institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da humanidade.

Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!…

Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anti-clerical, o Vigário de Cristo na terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.

Com esta solenidade o Papa Pio XI esperava algumas mudanças no cenário mundial:
Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32).
Que os líderes das nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).
Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33).

Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.

Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.

Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. É isto que nos recorda o Catecismo da Igreja Católica em seu número 677. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo.

É assim que, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos mártires Cristãos de nossa história recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “viva Cristo Rei!”


fonte: Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Beata Teresa de Calcutá, uma missionária da Caridade

“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.” Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento.

Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.


Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!
(festa: 5 de setembro)

fonte: Canção Nova

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Parábola sobre amizade

Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada. Depois de muito tempo, o homem não se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.
Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição... A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. O caminhante dirigiu-se ao homem que, numa guarita, guardava a entrada:
 - Bom dia!  - ele disse.
- Bom dia!  - respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? - ele perguntou.
- Isto aqui é o céu - foi a resposta.
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede - disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade - disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito - disse o guarda - aqui não se permite a entrada de animais.
 O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta. Ao pé de uma das árvores, um homem estava deitado, com a cabeça coberta com um chapéu, e parecia que estava dormindo.
 - Bom dia! - disse o caminhante.
- Bom dia! - disse o homem.
- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras - disse o homem indicando o lugar. Podem beber a vontade.
 O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado! - ele disse, ao sair.
- Voltem quando quiserem - respondeu o homem.
- A propósito - disse o caminhante. - Qual é o nome deste lugar?
- Céu. - respondeu o homem.
- Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore, disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
- Mas então - disse ele. - Essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma. Na verdade, eles nos fazem um grande favor.
Porque lá, ficam aqueles que são capazes de abandonar seus melhores AMIGOS...

fonte: internet


segunda-feira, 9 de junho de 2014

O galo que acordava o sol

Havia, certa vez, um galo que todas as madrugadas cantava bem forte, o mais alto que podia, isso porque pensava que era ele que acordava o sol e que, se um dia ele não cantasse, o sol não apareceria. Mas na verdade era bem o contrário era o sol que, com os seus primeiros raios, o acordava.

Quantas vezes acontece algo semelhante conosco! Pensamos que somos nós os tais, sendo que na verdade é Deus que age através de nós. Até quando rezamos, é Deus que nos chama ao diálogo com ele. A iniciativa é de Deus, não nossa. O Espírito Santo é o Sol em nossa vida; ele é que nos acorda e nos conduz, levando-nos a boas ações.

Maria Santíssima era uma pessoa humilde. Ela nunca se promoveu. Quando se referiu a si mesma, ela se chamou de "Escrava do Senhor". As escravas eram as mulheres mais humildes da época. Nas horas de triunfo de Jesus, ela não aparecia. Por exemplo, na multiplicação dos pães, quando o povo queria fazê-lo rei. Certamente Maria estava por ali, mas escondida. Já na cruz, no meio daquela fúria do povo, lá estava ela, de pé, bem visível, enfrentando as zombarias e humilhações, próprias de uma mãe de condenado. É interessante que Maria era humilde, mas não acomodada. Ela não enterrava seus talentos, numa falsa humildade. Tinha a cabeça erguida e era corajosa. Veja o Magnificat. (Lc 1, 47-55).
Historinhas que evangelizam
(Adaptação: Pe. Queiroz)



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Refletindo sobre Maria mãe com os catequizando

Chamamos o mês de maio de Mariano, porque é dedicado a Maria e também é o mês dedicado as mães.
Todos nascemos da mesma forma, fomos gerados no ventre de nossa mãe. Antes mesmo que nossa mãe pensasse em ser mãe, Deus já tinha planejado cada um de nós para elas.
Desta mesma forma Deus pensou em uma mãe para Jesus. Deus escolheu uma jovem simples e humilde, a virgem Maria. Lc 1, 26-35.
Qual o nome da sua mãe?
Qual o nome da mãe de Jesus?
O que faz uma mãe?
Maria, mãe de Jesus também cuidou, alimentou, ensinou-o a falar, andar, rezar e ser um menino bom e obediente.
A sua mãe o defende e protege, quando você era um bebê,  provavelmente ela ficou algumas vezes sem dormir para cuidar de você,  quando o filho se torna um jovem e demora para chegar em casa também ela não dorme enquanto o filho não chega, dizem que mãe é tudo igual só muda o endereço.
Graças a Deus todos nós, inclusive nossas mães, temos uma mãe em comum, é a mãe do céu, a mãe de Jesus ela nos defende e nos protege nas aflições, quando pedimos.
Para que ela olhe por nós e nos proteja precisamos conhecê-la melhor, nos tornar mais intímos.
Já a conhecemos um pouquinho na catequese então vamos oferecer a ela as nossas orações especialmente neste mês. Nossa Senhora, a mãe de Nosso Senhor é intercessora, ela pede a Jesus por nós.
Ter uma imagem de Nossa Senhora, é uma devoção que nos convida a oração e nos deixa mais pertinho de Jesus.
Você tem uma imagem de Nossa Senhora em casa? Qual?
Vamos aprender uma oração Mariana simples e fácil:
Maria, mãe de Jesus, seja uma mãe para mim agora e sempre. Amém